Pessoas que crescem em meio à natureza tem 55% menos chances de desenvolver doenças mentais

06/05/2019

O estudo corrobora a ideia de que a natureza pode ser uma grande aliada de terapias e tratamentos para distúrbios psicológicos

Viver em contato com a natureza é um luxo nos dias atuais. Além dos benefícios visuais, o estilo de vida próximo ao verde proporciona melhor qualidade do ar e, de quebra, traz vantagens físicas para o organismo. Indo além do esperado, um estudo publicado no periódico acadêmico PNAS observou de perto como as crianças que vivem em áreas com vegetação densa são mais saudáveis. Os resultados mostram que os pequenos amantes das plantas apresentam 55% menos riscos de desenvolver doenças mentais durante a vida.

Conduzido por pesquisadores da Universidade Aarhus, na Dinamarca, é a maior investigação sobre a relação entre a natureza e a saúde mental. Foram utilizados dados que diziam sobre a vida de quase um milhão de dinamarqueses, levando em consideração diversas variáveis que poderiam levar a um transtorno mental, como renda e histórico familiar.

Com isso em pauta, o estudo mostra que a exposição ao verde na infância diminui as chances de crianças se tornarem alcoólatras, esquizofrênicas e sofreram com outros distúrbios emocionais na idade adulta. Essa constatação não apenas diz sobre cuidados com os pequenos, mas corrobora a ideia de que a natureza pode ser uma grande aliada da terapia comportamental.

Para aqueles que vivem na cidade, os benefícios podem ser adquiridos dentro de casa. Existem uma série de espécies que promovem bem-estar e podem ser criadas dentro de casa. Também, nada impede de realizar viagens para montanhas e campos durante os finais de semana para garantir os benefícios.

ALVES, B. Pessoas que crescem em meio à natureza tem 55% menos chances de desenvolver doenças mentais. Revista Casa e Jardim, Abril de 2019. https://revistacasaejardim.globo.com/Casa-e-Jardim/Paisagismo/noticia/2019/04/pessoas-que-crescem-em-meio-natureza-tem-55-menos-chances-de-desenvolver-doencas-mentais.html. Acesso em 06/05/2019